segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Era um sonho. Sonhei que tínhamos tanto para dar um ao outro que nunca nos cansaríamos dos sorrisos que trocávamos, mais nenhum beijo seria tão doce, nenhum abraço seria tão forte e nenhum colo saberia tão bem ao fim da tarde... Sonhei que nenhuma mão seria tão quente, que não fecharias os olhos ao beijar outra pessoa, achei que não adormecerias olhando-a, nem acordarias antes dela para ficar vendo como dormia e como a querias do teu lado... sonhei que não querias mais nenhum perfume enchendo a tua cama e a tua vida de sabor, que não gostarias tanto de a ver com a tua t'shirt como sorrias cada vez que eu a vestia. pensei que o mundo ainda era nosso. como me enganei... um outro mar já levou tanto de nós, que por mais que te procure estás perdido numa outra ilha que não consigo alcançar. a vida separou-nos, já não é um amor feito de sorrisos e histórias, é um amor de lembranças e recordações que ficaram perdidas para lá do tempo... . não posso mentir que serás sempre o amor dos amores, foste escolha, amor, paixão, entrega... foste e deste-me alma, fizeste-me crescer e cresceste comigo, ensinaste-me que os sonhos são para ser sonhados enquanto é tempo, mesmo que esse tempo nunca chegue. nós tivemos o nosso tempo, e enquanto o tivemos fomos felizes. sempre que ainda te olho entre as estradas da vida, quando o teu olhar cruza o meu por entre as janelas do tempo, um silêncio torna-nos mudos, quietos e frios como duas almas desconhecidas... é como se te dissesse o quanto ainda gosto de ti  sem precisar de pronunciar uma única palavra, é como se necessitasse de gritar com a vida que nos levou para outro lugar que não é o nosso que nos ensinou a crescer e a viver, mas a voz fica calada, é como se ela soubesse que já é demasiado tarde para abrir portas ao mundo. só queria que me ensinasses a esquecer, quando a vida tanto me lembra a ti...

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